04/03/2024│Líderes e representantes sindicais e políticos, juntamente com trabalhadores da imprensa, reuniram-se em frente à redação da agência de notícias Télam.
FONTE: Tiempo argentino

Desde o início, o entorno do prédio Télam, na rua Bolívar, era um mar de gente. Jornalistas, sindicatos, representantes políticos, organizações sociais e representantes de todas as centrais sindicais começaram a povoar a porta da redação fechada. Pablo Moyano foi um dos primeiros oradores do abraço massivo: “Isso acelera o tempo para uma nova greve geral”. Carla Gaudensi, secretária-geral da Federação Argentina de Trabalhadores da Imprensa, destacou a gravidade do ataque de Javier Milei contra a agência nacional criada em 1945: “É uma situação sem precedentes nestes 40 anos de democracia”.
No palco improvisado, de um lado das grades vigiadas pela Polícia, estavam Hugo Yasky (secretário-geral da Central dos Trabalhadores da Argentina), Luis Aguiar (ATE -sindicato dos trabalhadores do estado- Nacional), Daniel Catalano (ATE Capital) e deputados nacionais como Vanesa Siley, Myriam Bregman, Paula Penacca, Nicolás Del Caño, Lorena Pokoik, Néstor Pitrola e Eduardo Valdés, entre outros.
“A agência sempre esteve presente em todos os conflitos e onde houve fome, repressão e direitos humanos afetados”, descreveu Yasky sobre a importância da Télam, que hoje possui mais de 700 funcionários, mais de 8 mil clientes e, até o apagão de informações realizado pelo governo, veiculava cerca de 500 notícias diárias e mais de 200 fotos próprias, entre outros conteúdos.
“O movimento operário tem freado o governo e vai fazê-lo também com a agência Télam”, disse Agustín Lecchi, secretário-geral do Sindicato de Imprensa de Buenos Aires (Sipreba), ao final do apoio massivo sob o lema #TélamSeDefiende. Anteriormente, as Mães da Praça de Maio haviam manifestado a sua solidariedade. Taty Almeida também enviou uma carta aos trabalhadores da estatal.

Matéria completa em: Tiempo argentino
