09/01/2024│Argentina só ficou acima da Venezuela. Há 8 anos, esse país tinha o maior salário mínimo da região, com 583 dólares por mês.
FONTE: Primereando las noticias

Depois que o novo governo de Javier Milei realizou uma mega desvalorização do peso argentino, que dobrou o valor do dólar (de menos de 400 pesos para 820 pesos em apenas um dia), a Argentina desceu ao penúltimo lugar na escala de salários mínimos em dólares na América Latina com US$ 150, equivalentes a 156 mil pesos, superando apenas a Venezuela (US$ 3,61).
Segundo dados publicados pela consultoria Statista, a Costa Rica lidera o ranking com um salário mínimo de US$ 687, seguida pelo Uruguai com US$ 570.
De ter o melhor salário mínimo em dólares a um dos piores
Há 8 anos, a Argentina tinha o maior salário mínimo da região, com US$ 583 dólares por mês, quando governava Cristina Fernández de Kirchner.
Com Mauricio Macri e Alberto Fernández diminuiu progressivamente e o grande golpe ao bolso dos trabalhadores foi dado pelo Presidente Javier Milei com a brutal desvalorização induzida.
No âmbito do ajuste da política de rendimentos, a administração Milei também atrasa ao máximo as atualizações salariais e o secretário do Trabalho, Ómar Yasin, acaba de anunciar que nos próximos dias será convocado o Conselho do Salário Mínimo.
As associações patronais, por seu lado, endurecem a sua posição nas sucessivas reuniões conjuntas acordadas com os sindicatos, onde as ameaças de demissões devido à recessão já pairam como forma de pressão para as discussões salariais.
Desde o final de 2015, o índice RIPTE (Remuneração Tributável dos Trabalhadores Estáveis) mostra uma diminuição acumulada de 28% no poder de compra dos salários, com 20 pontos atribuíveis ao governo de Mauricio Macri e 8 pontos ao de Alberto Fernández. Destaca-se, que as compensações aplicadas desde outubro, como reembolsos de impostos ou bônus não remunerativos, não afetam o cálculo do RIPTE, uma vez que este apenas considera rendimentos sujeitos a contribuições para a segurança social.
