O representante do partido de ultradireita La Libertad Avanza compareceu à justiça eleitoral e declarou não ter provas da possível fraude que denunciaram, apontando a suposta cumplicidade da força se segurança Gendarmería.
FONTE: Diario Contexto

Santiago Viola, representante legal de La Libertad Avanza, foi o encarregado de declarar perante a Justiça Eleitoral que o documento apresentado na terça-feira 14 que questionava o papel da Gendarmería, força nacional de segurança encarregada da custódia das urnas, não era uma denúncia-crime, mas sim uma apresentação baseada em “comentários nas redes sociais e algumas matérias jornalísticas” que denunciavam possíveis irregularidades nas eleições presidenciais.
Ao promotor Ramiro González, Viola explicou que o objetivo era “tomar extremos cuidados no transporte das urnas do segundo turno, que será realizado no dia 19 de novembro, cujo único intuito era contribuir com a transparência e legalidade das eleições”.
Viola entregou um documento também assinado por Karina Milei, principal assessora de seu irmão Javier, em que pede a anulação de sua intimação judicial por não ter mais informações além das que Viola dispõe.
Agora, após a intimação judicial, o partido de Javier Milei indicou que não apresentou provas, por não se tratar de uma denúncia-crime. “Quero esclarecer que não denunciamos a atuação de nenhuma das forças de segurança, que confiamos que tomarão extremos cuidados para o dia 19 de novembro e esperamos que as eleições ocorram normalmente”, disse Viola à imprensa após seu depoimento.
Vale lembrar que na quarta-feira 15, no escrito apresentado à juíza María Servini, La Libertad Avanza, pediu que seus fiscais eleitorais pudessem guardar os resultados, no caso de uma possível alteração dos mesmos pela Gendarmería. “Isso seria feito em troca de alguma compensação”, indicaram.
Também, La Libertad Avanza pediu à Justiça para “participar em todo o processo, exercer o controle e custodiar as urnas e a documentação” do processo eleitoral do segundo turno do próximo domingo 19, e questionou a atuação da Gendarmería ao solicitar que o trabalho que habitualmente realiza aquela força nas eleições sejam assumidas pela Força Aérea e pela Marinha.
A juíza Servini respondeu à La Libertad Avanza que já é permitido pela legislação em vigor que os partidos custodiem as urnas desde o final da votação até à sua recepção pelo órgão eleitoral, como acontece em todas as eleições.
Da mesma forma, a magistrada esclareceu que os fiscais eleitorais “poderão participar da tarefa de custódia solicitada” das urnas, bem como do posterior processo de documentação, conforme estipula a Lei.
