12/11/2023│O candidato de Unión por la Patria desestabilizou o candidato libertário no primeiro bloco. Pediu-lhe diversas vezes que esclarecesse uma série de declarações de campanha. Debateram sobre as Malvinas, o Papa Francisco, as relações com o Brasil e a China, a dolarização e o encerramento do BCRA, entre outros pontos.
FONTE: Política argentina

No início do debate presidencial entre Sergio Massa e Javier Milei, o ministro da Economia adotou uma estratégia de confronto ao elencar declarações anteriores do candidato libertário e solicitar respostas diretas. Essa tática fez com que Milei se defendesse continuamente, perdendo assim o controle do primeiro bloco do debate.
Massa concentrou seus esforços em expor as contradições entre Milei e o PRO [ de Mauricio Macri, atual aliado], destacando a ausência deste partido político no debate por brigas internas entre eles. Sergio Massa também confrontou Milei sobre a dolarização e a eliminação do Banco Central, mencionando que Patricia Bullrich havia levantado essas ideias em debate anterior. Depois de se esquivar várias vezes da questão, Milei finalmente admitiu seu apoio à dolarização e à eliminação do Banco Central, expressando também seu descontentamento com o governo do aliado Macri ao apontar que o declínio do poder de compra começou durante seu mandato [2015-2019].
Massa continuou sua ofensiva fazendo com que Milei se manifestasse sobre a eliminação dos subsídios por meio de perguntas diretas de sim ou não, assumindo o controle do primeiro bloco do debate. Embora Milei estivesse inicialmente nervoso e exaltado, ele conseguiu recuperar a calma no final.
No segundo bloco, voltado para as relações internacionais, Massa defendeu a importância dos vínculos com o Brasil e a China, posição que Milei rejeitou, afirmando que limitaria os acordos às negociações entre partes privadas. Massa destacou que são os estados [e não os particulares, como afirmara Milei] que assinam acordos comerciais e estabelecem políticas sanitárias e tarifárias.
