Licitação para a continuação do Gasoduto Néstor Kirchner

Terá uma extensão de 467 quilômetros e se estenderá desde a cidade de Salliqueló, em Buenos Aires, e a cidade de San Jerónimo, na província argentina de Santa Fe. Começaria a operar no final de 2024.

Fuente: Agência Télam

Por Ignácio Ortiz

A construção continuará até a cidade de San Jerónimo, em Santa Fé. /Foto: Pepe Mateos.

A estatal Energía Argentina (Enarsa) lançará esta semana a primeira das licitações para a construção da Etapa II do Gasoduto Presidente Néstor Kirchner, obra que complementará o abastecimento interno e fundamentalmente permitirá a projeção da exportação do gás Vaca Muerta para os cinturões industriais do sul do Brasil.

A etapa de licitação internacional confirmada nos últimos dias pelo ministro da Economia, Sergio Massa, e pelo presidente da Enarsa, Agustín Gerez, começará com a convocação de empresas para fornecimento de lâminas de aço e tubos para o gasoduto, para uma segunda instância convocar para construção, como foi feito na Fase I que foi concluída em tempo recorde.

Esta nova etapa, que terá início nos próximos dias, terá continuidade em outubro com a licitação de obras civis, que resultará num custo total do projeto de US$ 3,2 bilhões, segundo estimativas oficiais consultadas pela agência Télam, e a prevista entrada em operação até o final de 2024.

O financiamento

O financiamento será uma das questões-chave da licitação, e para isso na semana passada o ministro Massa e a secretária de Energia, Flavia Royon, terminaram de confirmar no Brasil que o Banco Nacional de Desenvolvimento (Bndes) garantirá um financiamento de cerca de US$ 400 milhões para a empresa Techint-Usiminas em caso de vitória na licitação dos tubos.

A possível contribuição brasileira para a conclusão da obra se explica pelo interesse de poder contar futuramente com o gás de Vaca Muerta, para os cordões industriais das cidades do Sul do Brasil, o que poderá ser alcançado com novos gasodutos a serem desenvolvidos em o território brasileiro entre as cidades de Uruguaiana e Porto Alegre, ou entre Montevidéu e Porto Alegre. Precisamente em Maio, a empresa Power China, gigante da energia e infraestruturas que pretende aderir à segunda fase do gasoduto, também manifestou interesse na obra, enquanto o Ministério da Energia também recebeu interesse de uma empresa saudita que com os financiamento do Eximbank também aderem ao compulsa.

Deixe um comentário