O Ministério da Saúde da Argentina anunciou o menor índice de mortalidade infantil da história

Conforme detalhado durante a reunião do Conselho Federal de Saúde, a taxa de óbitos de crianças menores de 1 ano em 2021 foi de 8 por mil, o que representa uma queda de mais de um ponto em dois anos. Houve também uma diminuição da diferença entre as províncias com as taxas menores e maiores taxas de mortalidade infantil.

FONTE: Ministerio de Salud

Carla Vizzotti, Ministra da Saúde da Argentina.

No âmbito de uma nova edição presencial do Conselho Federal de Saúde (COFESA), a Ministra da Saúde da Argentina, Carla Vizzotti, anunciou que na Argentina a taxa de mortalidade infantil – número de mortes de meninas e meninos menores de 1 ano que ocorrem a cada mil nascidos vivos – diminuiu para 8 por mil em 2021, o que comparado com a taxa de 9,2 por mil registrada em 2019 significa uma queda de mais de um ponto em dois anos. Este é o menor valor histórico registrado.

A causa é multifatorial e se explica, em parte, pelo impacto dos múltiplos planos e programas voltados para a melhoria da saúde de crianças menores de 1 ano, como a Lei dos 1000 dias, que visa oferecer atenção integral à saúde e atenção durante a gravidez e primeira infância.

Além da diminuição a nível do país na taxa de mortalidade infantil, houve também uma redução da diferença entre as províncias com as taxas de mortalidade infantil mais altas e mais baixas. Em 2020 a faixa registrada foi de 4,9 a 16,4 por mil (11,5 pontos de diferença), enquanto em 2021 a faixa registrada ficou entre 4,6 e 11,6 por mil (7 pontos de diferença).

Declínio na taxa de fertilidade adolescente

Nessa reunião, observou-se nova queda na taxa de fecundidade adolescente, que passou de 15,4 por mil mulheres de 10 a 19 anos em 2020, para 13,7 por mil em 2021. Isso representa uma queda de 1,7 pontos em um ano.

A queda do índice da fecundidade tardia na adolescência é reforçada pela estratégia de implementação de políticas públicas de prevenção da gravidez indesejada na adolescência e acesso a métodos contraceptivos gratuitos, especialmente LARC de longa duração (DIU e implantes subdérmicos).

Declínio nas mortes maternas por aborto

As mortes maternas por aborto diminuíram de 15 em 2020 para 9 em 2021. A Lei 27.610 de Acesso à Interrupção da Gravidez criou condições para o acesso ao aborto seguro e isso é observado na queda da mortalidade materna por aborto na primeira ano de implementação da lei. A meta de mortalidade materna por aborto é zero, para o qual é preciso continuar ampliando as equipes de saúde que garantam a prática, continuar com a disponibilização de medicamentos no primeiro nível de atenção e melhorar a qualidade do atendimento no segundo trimestre e pós-aborto.

Aumento da mortalidade materna por COVID-19

Finalmente, informou-se que em nível nacional a razão de mortalidade materna – que expressa a relação entre as mortes por causas maternas e o número de nascidos vivos em um período – aumentou de 4,1 por 10.000 nascidos vivos em 2020, para 7,4 em 2021. Esse aumento é explicado por causas obstétricas indiretas, entre as quais se destaca o surto da pandemia causada pelo COVID-19. Das 393 mortes maternas registradas em 2021, 220 correspondem a gestantes que faleceram por COVID-19 durante a gravidez, parto ou puerpério. 56% do total de mortes maternas registradas em 2021 (80% das mortes maternas por causas indiretas) foram devido à COVID-19. Em 2020 foram identificadas 37 mortes por esta doença, enquanto em 2021 foram registradas 220. Isto coincide com a evolução da pandemia no país, sendo as grávidas um dos grupos prioritários para a vacinação.

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