“A pandemia macrista foi mais cara do que a pandemia de COVID-19”

Cristina Kirchner, vice-presidenta argentina, publicou uma mensagem em suas redes sociais, traçando um paralelo entre a situação gerada pelo surgimento do coronavírus com a gerada pelo endividamento durante o governo de Mauricio Macri.

FONTE: Agência TELAM

Telam SE

Cristina Fernández publicou na terça-feira uma carta intitulada “Pandemia Macrista x Pandemia COVID-19”, na qual traça um paralelo entre a situação sanitária desencadeada pelo surgimento da Covid e aquela gerada pelo endividamento no governo de Mauricio Macri.

“Na Argentina, o que nunca vai acabar é o que nos aconteceu – e ainda acontece conosco – devido à pandemia macrista, quando em 2018 Macri trouxe o FMI de volta à Argentina”, aponta Fernández.

Da mesma forma, traça os paralelos entre os custos econômicos da dívida assumida pelo governo anterior e os gastos causados ​​pelo surto do coronavírus, salientando que “em 2021, a pandemia macrista foi ainda mais cara para o Estado Nacional do que a pandemia de COVID-19″.

Abaixo, reproduzimos a íntegra da carta da vice-presidenta: (original em español)

Pandemia Macrista vs Pandemia COVID-19

“Não são poucos os cientistas que dizem que a pandemia do COVID-19 está chegando ao fim. Tomara! Igualmente continuemos nos cuidando.

O que sabemos é que na Argentina o que nunca vai acabar é o que nos aconteceu – e acontece ainda – devido à pandemia macrista, quando em 2018 Macri trouxe o FMI de volta à Argentina.

Você lembra, né? Deram-lhe um empréstimo excepcional de 57.000 milhões de dólares para salvar o governo e ajudá-lo a ganhar as eleições. Não só não ganhou as eleições, como também não se sabe onde estão esses dólares. Alguém os viu? Em qualquer caso, ligue para o 911 [número da polícia].

E não estou tirando sarro da tragédia da pandemia, pelo contrário. Mas, por favor, veja o que a Argentina, seu país, teve que pagar apenas em 2021.

A pandemia macrista.

Em 2021, a Argentina pagou -entre capital e juros- 5,16 bilhões de dólares ao FMI pelos vencimentos daquele ano correspondentes ao empréstimo Stand By que o órgão concedeu a Mauricio Macri em 2018. Esse valor representa nada mais nem nada menos do que 1,1 % do PIB… Mas em dólares!

A pandemia de COVID-19.

Nesse mesmo ano de 2021, a Argentina pagou 420 bilhões de pesos que foram estritamente destinados a medidas para mitigar os efeitos da pandemia, incluindo vacinas COVID ($ 124 bilhões), REPRO II ($ 90 bilhões) [auxílio estatal, aos empregadores, para pagamento de salários], Assistência ao Turismo – Pré-viagem ($ 31 bilhões) [plano para fomentar o turismo] e redução das contribuições patronais aos empregadores do REPRO II e do Setor de Saúde ($ 51 bilhões), além da Expansão das Políticas Sociais. Esse valor representa 0,9% do PIB… Mas em pesos!

Conclusão.

Desta forma, vê-se com muita facilidade que, em 2021, a pandemia macrista foi ainda mais onerosa para o Estado Nacional do que a pandemia de COVID-19.

Pandemia macrista: 1,1% do PIB.

Pandemia de COVID-19: 0,9% do PIB.

E com um pequeno “brinde”: a pandemia macrista tira a moeda estrangeira de que tanto precisamos como país porque o FMI deve ser pago total e exclusivamente em dólares… porque por mais que insistamos, não aceita pesos.”

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