Bolsonaro rejeitou a ajuda humanitária oferecida pela Argentina

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, rechaçou ajuda humanitária e logística oferecida pela Argentina para as vítimas das piores enchentes da história da Bahia.

FONTE: Página 12

 (Fuente: AFP)
Imagem AFP

O mandatário brasileiro disse que as Forças Armadas e a Defesa Civil do Brasil já atendiam a população desse Estado nordestino, portanto, segundo argumentou em sua conta de Twitter, a oferta argentina “não era necessária”.

“A resposta do Itamaraty à embaixada argentina foi clara a esse respeito”, continuou, acrescentando que “o Governo do Brasil está aberto a doações internacionais”. Ele deu como exemplo as doações da Agência de Cooperação do Japão que aceitou para a Bahia, onde as enchentes já causaram 25 mortos, 91 mil evacuados e 72 municípios afetados nos últimos dias.

A explicação de Bolsonaro veio depois que o governador da Bahia, Rui Costa, primeiro agradeceu à Argentina e depois saiu para condenar a rejeição do governo nacional à ajuda oferecida pelo presidente Alberto Fernández: uma missão dos Capacetes Brancos que transportariam pastilhas de purificação de água, dez profissionais especializados em áreas de água e saneamento básico, logística e apoio psicossocial às vítimas.

Rui Costa, o governador mais votado do Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições de 2018, escreveu na sua conta do Twitter:

Além disso, havia pedido ao governo brasileiro “celeridade” para autorizar a missão humanitária argentina.

Porém, posteriormente o Itamaraty rejeitou a oferta, que nada mais fez do que alimentar o clima de tensão que existe em meio às enchentes na Bahia, já que o governador Costa é do PT do ex-presidente Luiz Inácio Lula da SIlva, o principal favorito para a eleição presidencial do próximo ano.

Além disso, enquanto Costa pedia ajuda, o presidente Bolsonaro decidiu tirar férias em São Francisco do Sul, no estado de Santa Catarina, onde anda de jet ski e caminha pelas praias cumprimentando seus seguidores.

Longe de cancelar as férias, mandou seu ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, quem minimizou a ausência do presidente no Estado, uma vez, segundo ele, o Presidente já esteve na região em novembro passado, com as primeiras chuvas. A explicação de Bolsonaro nesta quinta-feira não foi suficiente para acalmar a crescente tensão que existe entre o governo nacional e o da Bahia. Prova disso foi que Costa voltou a mirar no presidente e garantiu que “ele não tem humanidade”.

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