No marco da COP26, o governo nacional confirmou um megainvestimento em hidrogênio verde, o maior do país em 20 anos.
FONTE: El Destape
Por: Nicolás Lantos

Alberto Fernández se reunirá esta tarde em Glasgow com empresários australianos que anunciarão o investimento mais importante do século para a Argentina. O projeto do Fortescue Metals Group visa produzir energia verde para exportação.
A notícia foi confirmada após o presidente Alberto Fernández conseguir incluir no documento final do G20 o pedido ao FMI de revisão da política de sobretaxas de juros sobre seus empréstimos, que para a Argentina representam cerca de um bilhão de dólares a mais por ano para pagar ao FMI o empréstimo de US $ 44 bilhões contraído por Mauricio Macri em 2018.
Além disso, foi incluída a necessidade de criar “fundos de resiliência” para países de baixa e média renda (como a Argentina) em face da pós-pandemia. Uma forma de abrir as portas à obtenção de refinanciamento com o FMI por um prazo superior a 10 anos, o máximo permitido pelo seu estatuto no âmbito dos empréstimos de linha alargada.
Há um ano, Alberto teve um encontro virtual com executivos da Fortescue. Já na ocasião, empresários manifestaram interesse em investir na Argentina, principalmente na área de energias renováveis e na chamada “indústria verde”.
O que é o hidrogênio verde?
O hidrogênio verde é uma das energias do futuro, e é fundamental para descarbonizar a estrutura produtiva, com um impacto muito positivo no combate às mudanças climáticas. É chamado de hidrogênio “verde” porque toda a energia usada para produzi-lo vem de fontes renováveis (no caso, o vento) e é considerada uma das energias mais promissoras.
Qual é a sua importância?
Tem grande potencial para descarbonizar o transporte pesado (por exemplo, caminhões e navios), bem como as indústrias de uso intensivo de energia, como aço, cimento, papel ou fertilizantes.
Permitirá o uso e transporte de energia renovável que, de outra forma, só poderia ser aproveitada nas áreas do entorno onde foi gerada.
Com este projeto, a energia gerada pelos ventos da Patagônia (um dos melhores do mundo), poderá ser industrializada e exportada. Esse projeto permitirá a criação de milhares de empregos, contribuirá para o desenvolvimento federal, gerará divisas e, por sua vez, reduzirá o impacto ambiental das atividades produtivas.
