Em depoimento virtual prestado no juízo conhecido como “Dólar Futuro”, a vice-presidenta Cristina Fernández de Kirchner alertou que a perseguição judicial e midiática ainda está no auge.
FONTE: Política argentina

O Tribunal Federal de Cassação Criminal define nesta quinta-feira se o caso da venda do dólar futuro [quando Cristina Fernández de Kirchner era presidenta, em 2015] segue para a realização do julgamento oral ou se, ao contrário, declara a absolvição da vice-presidente, do governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof [ministro de economia naquela época] e do ex-chefe do Banco Central (BCRA) Alejandro Vanoli, entre outros réus.
Nesse contexto, Cristina acusou os juízes e funcionários judiciais de “não conhecerem a Constituição”. Ainda declarou que “o lawfare ainda está no auge”.
A causa Dólar Futuro, montada no governo de Mauricio Macri, pretende que houve operações a prazo com a moeda americana (algo totalmente legal e usual) que foram ilícitas e que teriam favorecido a “amigos do poder” em prejuízo do estado. Trata de um caso cuja solidez jurídica suscitou questionamentos desde o primeiro momento e que, em agosto passado, quando foi apresentada a perícia contábil do corpo de peritos do Supremo Tribunal Federal, agregou provas conclusivas sobre a inexistência de um crime: o laudo pericial estabeleceu que nas operações no mercado futuro de 2015 pelo BCRA nunca houve prejuízo ao Estado. Após a incorporação dessa perícia, de 82 páginas, um dos membros do Tribunal Oral Federal O nº 1, Adrián Grünberg, apontou que a vice-presidenta Kirchner, Kicillof, Vanoli e os demais réus deveriam ser absolvidos por falta de crime.
Depoimento completo a partir do minuto 6 (em espanhol)
