O presidente Fernández afirmou que “o projeto correto” para a América Latina é a UNASUL em detrimento do Grupo Lima, que “só se preocupa com a Venezuela” e ressaltou que a Argentina “não participa” dele.
FONTE: Política argentina

Além disso, anunciou que o governo argentino vai instalar no dia 27 de outubro no CCK (Centro Cultural Kirchner) a estátua do ex-presidente Néstor Kirchner que foi retirada da sede que a UNASUL (União de Nações Sul-Americanas) possui em Quito.
Alberto Fernández também criticou duramente o Grupo de Lima, espaço regional conservador em que Mauricio Macri colocou a Argentina, e anunciou que seu projeto é “reconstituir” a UNASUL, órgão que Néstor Kirchner criou em 2008, acompanhado por Hugo Chávez e “Lula” da Silva.
“O projeto correto é a UNASUL, não o Grupo de Lima, que tem uma questão ideológica que não existia na UNASUL”, explicou o presidente, ao afirmar que o peronismo podia “coexistir neste último órgão regional com Piñera, Uribe ou Santos [presidentes de direita do Chile e da Colômbia] e não teve problema”. E completou: “Era para entender que o trabalho regional pode nos fortalecer na globalização. O Grupo de Lima só se preocupa com a Venezuela”.
Além disso, o chefe de Estado ratificou a mudança da posição regional de sua administração em relação à de Juntos por el Cambio, garantindo que a Argentina “nunca participara” do Grupo de Lima desde que assumiu seu mandato em 10 de dezembro de 2019.
Nesse sentido, o presidente explicou que “em determinado momento a América Latina se voltou para processos mais conservadores que encontraram um aliado no governo dos Estados Unidos”, fato que identificou como ocorrido durante o governo Macrista.
Sobre o rumo do órgão regional nascido em 2008 pelas mãos de Kirchner, Chávez e Da Silva, avançou: “Temos que reconstituir a UNASUL, no qual cada povo latino-americano está representado para além do ideológico”.
“Com [o ex-presidente da Colômbia Ernesto] Samper trabalhamos para recuperar os documentos da UNASUL que já estão em Buenos Aires. Recuperamos a estátua de Néstor que o governo de Lenín Moreno havia retirado (da sede da organização em Quito) e espero que no dia 27 possamos instalá-la no Centro Cultural Kirchner e deixá-la ficar lá para sempre”, disse o Presidente.

Ele também revelou que poderá ir à posse de Luis Arce, que, se os resultados já conhecidos na Bolívia forem oficialmente confirmados, será o próximo presidente daquele país. “O que é melhor para a América Latina é que nos unamos. [O presidente francês] Macron me perguntou o que ia acontecer na Bolívia e eu disse a ele que ia acontecer o mesmo que aconteceu no ano passado, que o MAS ia ganhar. Eu gostaria de ir à posse do [do presidente eleito da Bolívia, Luis] “Lucho” Arce. Meu maior desejo é acompanhar Evo no retorno à sua pátria”, concluiu.
