O presidente anuncia a produção na Argentina da vacina contra o coronavírus, desenvolvida pela Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca. que já está na fase 3 e inclui esquema de dose única.
Por Liliana Franco

FONTE: Ámbito financiero

O presidente Alberto Fernández anuncia nesta tarde, por volta das 18h, a fabricação na Argentina da vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford, juntamente com o laboratório AstraZeneca.
É uma das seis vacinas candidatas na fase 3, a última dos ensaios clínicos antes de ser aprovada pelas autoridades reguladoras de cada país. A partir das 18 horas, o presidente receberá executivos da AstraZeneca na casa presidencial de Olivos.
A farmacêutica testa um regime de dose única com tecnologia de vetor viral não replicante. Para isso, recrutou 20.000 participantes no Reino Unido, Brasil e Estados Unidos. A meta é ter uma produção em larga escala até 2021, mas pretende obter as primeiras doses até o final deste ano.
No final do mês passado, Alberto Fernández havia recebido em Olivos os diretores do laboratório que produz a vacina. A reunião contou com a presença do Ministro da Saúde, Ginés González García; Agustín Lamas, Gerente Geral do Cone Sul da AstraZeneca; Germán de la Llave, Diretor de Acesso e Assuntos Corporativos na Argentina e Uruguai da empresa, e Agustina Elizalde, Diretora Médica de Cone Sul.
A AstraZeneca já se comprometeu que, se os testes clínicos forem bem-sucedidos, impulsionaráo acesso amplo e equitativo à vacina, sem retorno financeiro durante a pandemia.
Na quinta-feira passada, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, anunciou que por decreto destinou 1,9 bilhão de reais (US $ 356 milhões) para comprar e eventualmente produzir essa vacina contra a Covid-19.
