O medicamento tem a característica de servir para tratar pessoas infectadas com Covid-19 nos estágios iniciais ou moderados da doença. O produto mostrou, em laboratório, capacidade de neutralizar o vírus e agora procura-se avançar com os ensaios clínicos.
FONTE: Em orsai

Em mais um exemplo das possibilidades do avanço da ciência tem apoio do estado, cientistas argentinos obtiveram um soro hiperimune para tratar pacientes infectados com Covid-19 em estágios iniciais ou moderados da doença.
A droga mostrou, em testes de laboratório (in vitro), a capacidade de neutralizar o vírus SARS-CoV-2. O o próximo passo, com miras a um possível processo de produção e distribuição, seria avançar com ensaios clínicos em humanos para verificar sua segurança e eficácia.
A descoberta é produto do trabalho de coordenação público-privada, liderado por pesquisadores do laboratório Inmunova, do Instituto Biológico Argentino e da ANLIS-Malbrán, com a colaboração da Fundação do Instituto Leloir (FIL), Mabxience, Conicet e a Universidade Nacional de San Martín (Unsam).
“Em março, estávamos no meio de um ensaio clínico de nosso soro para prevenção da Síndrome Hemolítica Urêmica (SHU) e começamos a ter informações sobre o SARS-CoV-2. A incerteza era enorme, tivemos algumas reuniões e vimos a possibilidade de aplicar a mesma tecnologia à Covid-19”, explicou Fernando Goldbaum, diretor científico da Inmunova e chefe do Laboratório de Imunologia Molecular e Microbiologia da FIL.
De acordo com ele, este soro fornece a chamada “imunidade passiva” ao paciente e é semelhante ao usado para tratar envenenamento por picada de cobra e escorpião ou exposição ao vírus da raiva. Para tal, uma proteína de vírus recombinante foi usada como antígeno (molécula para induzir uma resposta imune) para obter anticorpos policlonais equinos.
