O item apresentou aumento inferior a 1%, o menor valor desde dezembro de 2017.
FONTE: El Destape Web
por Rodrigo Núñez

Como resultado dos controles exercidos pelo governo e dos efeitos da pandemia de coronavírus no ritmo de consumo, os alimentos registraram, em maio, o menor aumento mensal em 29 meses. O item apresentou aumento inferior a 1%, o menor valor desde dezembro de 2017.
Segundo o último relatório do Indec (Instituto Nacional de Estatísticas e Censo), o segmento de alimentos e bebidas aumentou 0,7% em relação a abril. Nos registros do Índice de Preços ao Consumidor, o menor número para esta seção é encontrado em dezembro de 2017, quando também cresceu 0,7%.
“A queda do preço da carne e derivados, frutas e bebidas não alcoólicas em algumas regiões teve um impacto negativo e compensou os aumentos observados em vegetais, tubérculos e legumes, leite, laticínios e ovos”, acrescentou a agência de estatística.
A retração da atividade econômica produzida pela pandemia teve impacto na modalidade de consumo, embora o esquema de controle de preços implementado pelo governo também tenha entrado em vigor.
Desde o início da gestão da Frente de Todos, não apenas o programa Preços Cuidados foi renovado, mas também foi estabelecido um esquema de Preços Máximos. Por meio da resolução oficial assinada no início de março, foram fixados valores e foi reforçada a fiscalização dos mesmos em alimentos, bebidas, produtos de limpeza e cuidados pessoais.
Por esse motivo, o Ministério do Desenvolvimento Produtivo estendeu até junho a continuidade do programa, que funciona como referência para 2.300 produtos.
Até agora em 2020, os preços gerais acumularam um aumento de 11,1%. Mesmo assim, vale ressaltar que o item alimentício foi maior, arrastando um aumento de 16%.
Em relação à evolução inter-anual, de 52,1% em dezembro, o indicador diminuiu 8,7 pontos percentuais, o que marca o caminho da desaceleração da inflação. Em maio, o IPC registrou um aumento de 43,4% nos últimos 12 meses.
