Em um comunicado oficial, o Fundo Internacional Monetário deu razão ao novo governo argentino. No mesmo texto, pediram aos posuidores de títulos privados que aceitassem uma grande redução. Também anunciaram uma reunião bilateral entre Georgieva e Guzman para o próximo fim de semana.
FONTE: Política argentina
Em fato histórico para a política econômica argentina, o Fundo Monetário Internacional (FMI) admitiu em um comunicado oficial que a dívida do país “é insustentável”. Aconteceu depois do fim da última missão de seus enviados.

Depois de fazer um levantamento de tudo o que aconteceu economicamente desde a última revisão, eles resumiram: “À luz desses desenvolvimentos, e com base na análise de sustentabilidade da dívida de julho de 2019, os funcionários do FMI agora avaliam que a dívida argentina não é sustentável”.
Como resultado dos 4 anos de endividamento sistemático do governo de Maricio Macri, primeiro com investidores estrangeiros e em 2018 com o próprio FMI, a dívida externa argentina atingiu 91% do seu PIB.
No mesmo texto, o FMI pede aos detentores de títulos da dívida argentina para aceitar uma importante redução: “Como resultado, é necessária uma operação final da dívida, gerando uma contribuição considerável dos credores privados, para ajudar a restaurar a sustentabilidade da dívida com uma alta probabilidade”.
No contexto da próxima reunião dos ministros das Finanças do G20, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, se reunirá com o ministro da Economia argentino Martin Guzmán para definir os próximos passos na relação entre o FMI e a Argentina.
