Integrantes do governo argentino saíram a apoiar o governo chileno, apesar das 15 mortes já contadas no país transandino. Do chanceler Jorge Faurie à Ministra de Segurança Patricia Bullrich, as incríveis declarações dos funcionários de Mauricio Macri.
FONTE: Política argentina
Em meio à crise social e ao toque de recolher que o Chile está passando, o governo argentino rapidamente se alinhou com o presidente do país transandino, Sebastián Piñera. Algumas das declarações foram escandalosas.

A pior de todas foi a da ministra da Segurança Patricia Bullrich quem, em declarações à Radio Metro, implicou diretamente com Michelle Bachelet, embora seja uma ex-presidenta chilena.
“Bachelet pode se intrometer em todos os conflitos do mundo, mas não no Chile. Tem interesses específicos no Chile, tem um partido, quer que seu partido vença. É um problema muito claro de incompatibilidade, um problema de ética”, acusou a ministra de maneira incomum contra a Alta Comissariada para os Direitos Humanos da ONU.
O chanceler argentino, Jorge Faurie, não ficou muito atrás e disparou que “obviamente há, por trás desses movimentos de anarquia, um articulador”. A continuação, em declarações à rádio La Red, apontou contra o presidente da Venezuela: “Há declarações do próprio (Nicolás) Maduro nas quais ele se orgulha de ares ou furacão bolivariano que chegam aos países da região para afetar a institucionalidade. São eles mesmos que dizem que estão fazendo isso”. Na noite de segunda-feira, entrevistada por Viviana Canosa no Canal 9, o candidato a vice-presidente de Mauricio Macri, Miguel Ángel Pichetto, havia avançado na posição oficial: “Há um conjunto de eventos que têm um eixo: a desestabilização dos países da região. Pareceria que há interferência venezuelano-cubana. Existem grandes convulsões políticas e reivindicações sociais “.
