Na procura dos votos da extrema direita, prestou homenagem aos militares atacados pela agrupação armada Montoneros nos anos 70 e anunciou indenizações.
FONTE: Página 12
“A primeira vez que um presidente presta homenagem às vítimas do terrorismo”, comemorou a negacionista [dos crimes de lesa humanidade] Cecilia Pando em sua conta no Twitter ao se referir ao ato de comemoração que Mauricio Macri liderou no 44º aniversário do ataque ao 29º Regimento de Formosa.

O presidente chamou de “heróis” os treze soldados mortos por “um grupo de guerrilheiros”. “Eles estarão para sempre na memória de todos os argentinos”, disse Macri, que enfatizou que “lembrar e honrar esses bravos Formoseños [da província de Formosa] é uma responsabilidade com a história, nosso presente e futuro de nosso país”. “É para ratificar nosso compromisso com a república e a democracia, se queremos viver em uma Argentina que resolve seus conflitos em paz”, acrescentou.
Mais tarde, Macri explicou qual foi o motivo da homenagem que fez no Regimento de Patrícios em Palermo, anunciando que, de acordo com o “reconhecimento justo” de hoje, assinará um decreto na próxima semana para instruir o Ministro da Defesa, Oscar Aguad, que avançe em um “benefício compensatório para as famílias” [dos militares]. O presidente ressaltou que “ante a ausência de resposta do Congresso à proposta do ex-deputado Ricardo Buryaile”, ele concederá, sem consultar a Câmara dos Deputados ou aos Senadores, um subsídio extraordinário. “Nos devíamos isso como sociedade, por muito tempo o Estado ficou em silêncio diante das vítimas”, sintetizou.
