Após a declaração de inadimplência (default) seletiva, o valor da moeda americana subiu para $61, apesar do Banco Central vender US$ 387 milhões para evitar a desvalorização do peso.
O risco-país voltou a subir nesta sexta-feira, depois que a Standard & Poor’s colocau a Argentina na categoria “inadimplência seletiva” após a prorrogação dos vencimentos da dívida feita pelo governo Macri.

O índice JP.Morgan subiu para 2.485 pontos-base e permanece em seu nível mais alto desde 2005, quando foi realizada a reestruturação da dívida.
Por sua vez, o dólar de varejo subiu 73 centavos em relação à quinta-feira e chegou a $ 61 ao público no Banco Nación.
A agência de classificação Standard & Poor’s considerou, na quinta-feira, que a dívida soberana argentina, tanto em moeda local quanto em moedas estrangeiras, está em “default (inadimplência) seletivo” um dia depois que o governo nacional anunciou que adiaria unilateralmente o pagamento de dívidas próximas a 6 bilhões de pesos, o equivalente a um terço do Produto Interno Bruto Argentino.
“Após a incapacidade continuada de colocar [no mercado] títulos de curto prazo com participantes do mercado do setor privado, o governo argentino estendeu unilateralmente o vencimento de todos os papéis de curto prazo em 28 de agosto”, afirmou a empresa de classificação em comunicado. “Isto constitui inadimplência de acordo com nossos critérios “.
Por sua vez, o dólar no varejo encerrou agosto com alta de 37,8% ($ 15,73), a maior variação mensal desde dezembro de 2015. Considerando apenas o período após as eleições primárias PASO, acumulou um aumento de 33,3%. Enquanto isso, no mercado atacadista subiu 35,6% no mês e 31,5% nas últimas duas semanas.

