FONTE: Política Argentina
Oscar Parrilli, ex-chefe da AFI (Agência Federal de Inteligência da Argentina), referiu-se ao vazamento de conversas que revelam o mecanismo do sistema judicial brasileiro contra Lula da Silva, que o impediu de ser candidato e favoreceu a ascensão de Jair Bolsonaro. “Eles tentaram prender Cristina, mas não conseguiram. Entretanto Lula está preso, o ex-presidente Rafael Correa está no exílio e o ex-vice-presidente do Equador, Jorge Glas está detido,” enumerou Parrilli ao questionar a “Lawfare” (guerra mediático-judicial).

“Esse vazamento confirma o que temos dito por um longo tempo”, disse Parrilli, e acrescentou: “Há um plano de perseguição aos líderes de América Latina”. Na sua opinião, o fato “confirma aquilo que, faz dois anos, o ex-presidente Correa qualificou como Plano Condor 2″.
“Há um plano de perseguição aos líderes de América Latina […] que, faz dois anos, o ex-presidente Correa qualificou como Plano Condor 2″.
Em entrevista ao El Destape, Parrilli considerou que as decisões judiciais contra os antigos líderes de governos progressistas “carecem de argumentos jurídicos e provas.” “Eles são eminentemente políticos e passaram por acima de todos os princípios do direito, tais como o devido processo, a defesa em juízo, as provas”.
Após os vazamentos pelo The Intercept, e perante as eleições gerais na Argentina, o ex-chefe de inteligência confiou que o plano de perseguição de ex-presidentes latino-americanos “está chegando ao fim”. Observou que “o plano” era funcional para a aplicação de políticas econômicas contra “interesses populares” e “há uma consciência coletiva crescente” sobre esse fenômeno.
