Na madrugada do dia 31, Senado aprova lei que retroage os preços dos serviços públicos a 31 de novembro de 2017, mas Maurício Macri veta a lei apenas passadas algumas horas.
Na madrugada do dia 31, por 37 votos a 30, foi aprovada no senado argentino uma lei que retroage os preços dos serviços públicos (água, energia elétrica e gás) a novembro do ano passado.
A lei aprovada também estabelece que as tarifas públicas só podem aumentar conforme aumentem os salários para usuários residenciais, ou os preços atacadistas para as pequenas e médias empresas.

Os 37 votos para a aprovação foram conseguidos graças ao acordo das bancadas Justicialista, do Frente para la Victoria, e outras minoritárias, que argumentaram que os aumentos do gás, eletricidade e água devem ter um limite e que o governo deve rever sua política energética.
A propósito das tarifas públicas, um estudo diz que 31% dos comércios da “grande Buenos Aires”- região que concentra um terço da população argentina – paga pelos serviços públicos mais do que pelo aluguel. Embora a medida legal aprovada visasse aliviar a difícil situação financeira das famílias e das pequena e médias empresas, o presidente Macri a vetou apenas algumas horas depois de sancionada.

O preço político do veto não será menor: a lei era esperada por um grande setor dos argentinos. De fato, uma enquete realizada por Hugo Haime & Asociados mostrou que 95% opina que as tarifas públicas não podem aumentar além dos salários, enquanto um 88% rechaçou a possibilidade de um veto presidencial.
