No Dia do Exército, Mauricio Macri pediu às forças armadas que trabalhassem em conjunto com os agentes de segurança “para cuidar dos argentinos diante das ameaças e desafios atuais”. Ele também exigiu que eles contribuíssem para a “política externa” e que fornecessem “apoio logístico” para acabar com a insegurança nas ruas.
O presidente liderou a cerimônia do Dia do Exército e anunciou que usará as forças armadas para trabalhar em conjunto com as outras áreas de segurança para enfrentar a insegurança nas ruas do país. Ele também pediu para desenvolvessem mais missões de paz e prometeu um aumento nos soldos.

A este respeito, o ganhador do Prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel disse que o governo “necessita de repressão” e que a inclusão das Forças Armadas na segurança interna envolve um “retrocesso” para os direitos humanos e segurança.
“A segurança das pessoas não se resolve colocando as forças armadas na rua. Temos experiências dolorosas. Quando as forças armadas intervêm, aumenta a violência, as mortes, e a exclusão social”, disse Pérez Esquivel.

“O governo está provocando um retrocesso em toda a política de direitos humanos e segurança”, acrescentou em declarações feitas à rádio La Patriada FM.
“As Forças Armadas têm uma missão que é a de proteger a soberania nacional. Mas este governo, para fechar o modelo neoliberal que está impondo, necessita de repressão, as necessita de controle social”, acrescentou.
