O fracasso de Cambiemos nas questões econômicas se consolidou nas duas semanas trágicas que o país vem atravessando. Nenhum dos indicadores projeta um bom ano para 2018 e as principais consultoras econômicas elevaram as estimativas de inflação.
FONTE: Portal de Noticias
A quinzena trágica pela qual transitou a economia argentina fez os analistas reverem as previsões de inflação e avaliarem para baixo o crescimento para este ano. Esses números constestam as estimativas otimistas do governo e anunciam um cenário cada vez mais negativo.
Uma das projeções mais alarmistas veio do centro de pesquisas do banco HSBC. Gabriel Martino, titular da entidade financeira e ex-defesor do governo Macrista, acendeu os alertas. Em um relatório para seus clientes, aumentou de 22 para 26% a inflação esperada para o ano, enquanto reduziu de 2,5 a 1,5% o nível de expansão do PIB.

Enquanto isso, Federico Furiase da consultora EcoGo também projetou baixa nas perspectivas de crescimento e aumento do custo de vida. “Estamos na faixa de 1% de crescimento e inflação próxima de 27%”, disse ao jornal Perfil, mas esclarece que estão revendo os índices diariamente face a jornadas de saltos abruptos da taxa cambial.
“Estamos revendo o crescimento para baixo, e vemos a inflação em torno de 24 ou 25%”, disse Fausto Spotorno, economista-chefe Orlando Ferreres & Asociados, deixando claro que a previsão mais otimista apenas empataria o índice do ano passado, que foi de 24,7%. Um verdadeiro fracasso depois da mudança da meta inflacionária de 28 de dezembro de 15%, de impossível cumprimento em 2018.
“A queda da inflação é responsabilidade do governo”, costuma afirmar o presidente Mauricio Macri desde que assumiu o cargo. E, por enquanto, tornou-se o principal ponto fraco de sua gestão econômica.
