Vários pontos de distribuição de “quentinhas” já se estabeleceram em Buenos Aires enquanto Macri anunciava o pedido de ajuda ao FMI.
FONTE: ENORSAI
Enquanto o presidente Mauricio Macri anunciava na terça-feira (8) o início das negociações com o Fundo Monetário Internacional para obter uma linha de crédito e, assim, lidar com a turbulência financeira desencadeada pela forte desvalorização do peso, as famosas “ollas populares” (distribuição de quentinhas) reapareciam no país sul-americano.
Macri disse em uma mensagem televisionada que se comunicou com a diretora do FMI, Christine Lagarde, para solicitar um empréstimo, mas não especificou o montante solicitado.
Enquanto Macri dava a mensagem, a organização social “Argentina Barrios de Pie” instalava, junto do famoso Obelisco de Buenos Aires, várias “ollas populares” muito conhecidas na capital, para distribuir alimentos aos moradores e denunciar as “dificuldades sociais” que são vividas no país.

“Nós procuramos visualizar o problema que tem milhões de famílias que hoje passam necessidades pela falta de emprego, dificuldades em comer direito”, disse o coordenador nacional do movimento Barrios de Pie, Daniel Menéndez.
Essa forma particular de protesto, que tem origem no trabalho nas cozinhas comunitárias, já é popular no país e costuma ter a presença de centenas de pessoas, mas a chuva forte do meio-dia dificultou a distribuição do alimento.
Não é a primeira vez que a Argentina chega ao fundo do poço e recorre ao FMI. A opinião dos argentinos acerca do FMI chegou ao seu pior ponto durante a crise econômica e política de 2001, quando se responsabilizou o organismo internacional pelo colapso dos bancos, a forte desvalorização da moeda e o crescimento das taxas de pobreza superiores a 50% pela aplicação das suas políticas de ajuste.
